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Sensíveis Cordas!

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     De repente estava caminhando por uma cidade em que as ruas não eram as mesmas que conhecia, elas estreitavam,  alargavam, se juntavam enquanto ele  caminhava, então decidiu procurar aquela  antiga  que lhe trazia tantos memoriais mas, quanto mais  buscava mais tinha que  romper  com  meandros  de cruzamentos que surgiam e lhe eram desconhecidos a medida que andava , sim, porque as suas passadas largas  pareciam flanar, porém ja nao mais conseguia encontrar a grande avenida para chegar à rua antiga, parou estremecido e  entrou em uma  galeria estreita, esta  o levava à outra e ja estava agora numa rua estranha onde  os traseuntes se acotovelavam, vendedores gritavam, pequenas portas com lojas suntuosas surgiam, apressou o passo, acabou saindo em outra galeria como uma ruela, pensou nao entendo, estarei morto... saiu correndo e encontrou uma larga avenida mal iluminada, a noite estava muito escura, densa, precisava encontrar agora a porta do predio da amiga antiga, fazia mais de trinta anos que nao a via mas, tinha certeza que a visitara há poucos dias, decidiu nao contar o tempo, em verdade  pensou o tempo é relatividade de consciência e subiu uma ladeira frondosa de arvores da cidade, voltou duas quadras tinha certeza que o predio pequeno era aquele, caminhou mais um pouco a rua mudara de lugar, o que acontecia que enquanto caminhava as ruas mudavam de lugar,  olhou mais a frente era um cruzamento, sabia que duas quadras acima entraria na rua que buscava, assim procurou andar mais rapido para aprisionar o tempo para que este não o levasse  mas, a cidade moveu-se , ele ja nao era o mesmo...

Lilian Reinhardt
Enviado por Lilian Reinhardt em 30/09/2026
Alterado em 03/10/2026


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