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Sensíveis Cordas!

Textos

         Um gole de chá quente, a cadeira vazia, bruma nos olhos, caíam os versos no chão, enquanto o silêncio dependurado pelas paredes fazia acrobacias tentando faze- la sorrir, não adiantava pegar o pincel àquela hora, o tempo desnutrido lhe gozava de seus sentidos, pilhérias sopravam, rabiscou ali mesmo onde estava com o desgastado lápis no vento que lhe contraia a alma, o vazio da cadeira que tinha muitos nomes, ela  pulsava entre  enrodilhados traços

, rostos impressos em favas eternas emergiam entre as sombras, guerreiros de uma semeadura indómita, todos ali sentados em cadencias ritmicas   sob  o mistério , ela  tambem nota fragmentada na prancha,  agora  inscrição no espaço de um unico ponto do olhar,  ali   rabisco  no colo do vazio , pesada ausencia  entre os braços  rusticos, de madeira bruta, de séculos ancestrais daquele espaço pulsante que  respirava também  sob a luz  raios fugidios,   asas manchadas pela escuridão da falta... assim, mesmo que o vento  demolisse os  tijolos  das horas   jamais apagaria  aquele vazio onde os sonhadores professam...

    

 

 

            

 

Lilian Reinhardt
Enviado por Lilian Reinhardt em 13/09/2026
Alterado em 15/09/2026


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