Olhava o céu e de repente irrompe aquele memorial, um estranho inventário de um homem que por trinta dinheiros sela com um beijo indicativo outro homem e a consumação de uma venda hedionda como se produto fosse escreve a história de fundamentos metafísicos da traição. Tomou o caderno de areia e começou a anotar por sinais gráficos de palavras que não cabiam nas sensações, o que relia do inventário, era um homem muito perto de outro homem , eram amigos, um
ouvia o outro em suas ideias, comia e bebia com seu amigo à mesma mesa....trinta dinheiros o fascinou, naturalmente deve ter perdido o sono imaginando o que faria com tamanha fortuna...e depois quando acordou viu uma árvore a sua frente, ela seria sua lápide, assim dizem as folhas dos autos de inventário, o que se conclui ter sido abatido pela moeda do remorso ou do arrependimento.
Fecha os autos históricos de historias do bem e do mau, manual de maus costumes diria Saramago, pensando esse amigo traidor que se enforcou em uma árvore , esse ato signico consequente de auto punição reverbera leis da psique numa arqueologia de camadas como traços densos de uma escrita simbólica. ... ... ..........................