So' conhecemos as coisas quando as experienciamos, ademais apenas trocamos informações uns com os outros, as sensações não cabem nas palavras, o verbo é uma tentativa gráfica de signos, de sinais e não tem voz e sem voz é sinal morto, necessita da voz, precisamos dos sons , tudo é movimento e ritmo, tudo vibra e no inicio o genesis devia ser vibração assim a mente lhe trepidava, agora diante da tela que havia pintado de fundo negro cego de luz pincelaria com tinta branca paginas soltas de si, a sinfonia n.9 de Antonin Dvorak lhe tomava por inteiro, sentia-se nos braços dela como nos braços daquele inefável amor que um dia vivenciara , respirou fundo o sorvo do Logos , pesavam os instantes da armadura dos signos do verbo que precisava para ter corpo , pincelaria na tela um sutil branco com a voz sobre o negro para se fazer visivel.