De oculos escuros ela observava os filhos, sabia daquela melancolia social, enquanto ele levava a boca grandes sorvos do que não podia beber, guardava ainda o gosto recente de uma pústula que havia sido forçado a escarrar, ela o sabia mas, não tinha como curar- lhe, um dia fora seu remedio, agora outras curas lhe serviam. Quem visse aquela familia diria que homem e mulher quando predestinados e constituem uma prole cumprem os designios da natureza e das lendas,porém desconhecem o jogo das disritmias do estado primal da espécie ,das tabuas da lei do destino, e das feras que os habitam que sempre deixarão nos trajes da carne os espíritos rasgados. Ele muito ardiloso dissimulava assim das vinhas e trovas que preferia e tinha delirios de suas uvas passadas enquanto em casa acariciava o gato malhado dava-lhe arrepios ver os olhos tristes e distantes da mulher que o observava discretamente com o peso da sentença que conhecia, me parece como diria Borges e quem sabe o dissesse com uma história repintada aquela de um livro descarnado de 1817 que apareceu num folhetim da escrita de Ibéria, aquela amiga da amante do pintor Goya e que conhecera o honoravel tabeliaov que estava sempre insatisfeito com seu rio de mortalidade da concupiscencia e lavravava escrituras amaldiçoando a mesmice, aventureiro de mil trovas mas nunca abandonara a familia, confidenciava com Balzac das delicias de uvas a beira de um certo rio imortal que um escritor amigo seu conhecera , mistérios do abismo dos desejos , o qual também desejava ardentemente conhecer mas, não sabia estar marcado cedo por Cronos, constou assim no obituario... agora, aquela que o mirava era quem acarinhava o gato malhado, o via gélido e inerte, companheiro de vida e da morte, trovador irascível de quimeras, ilusionista de si, ela não escondia mais do mundo o seu po" da lágrima...