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Sensíveis Cordas!

Textos

      

            Aquele corpo da tela/fragmentos

 

 

 

 Um movimento e o pincel tocou a tela despida vigorosamente, a noite assombrava era um estado maior de inclemencia, pifios pensamentos convulsionavam   seus vulcões da mente, ao pintar o artista  se concebia, experimentava uma auto concepção fetal enevoada. precisava daquela ciência sem entender dela, manipular a substância da cor  do bem e do mal , precisava dessa força  do desejo, da transgressão  daquele canvas inominavel, o que vinha e o que sempre faltava não sabia mas tinha uma incontida ansia de respirar mesmo que se dissolvesse   na pincelada,. que se perdesse  sempre  diante da mancha como se perdia, sentia a carnadura da pele da tela , a gravidez do abismo, a semente inchar, a pústula crescer, as cicatrizes emergirem em flores mortas, marcação a ferro ,o riso do eterno  do instante, a loucura da fera do  paraiso, onde iria parar nas entranhas no experimento das  fendas  do labirinto  das partículas da  tela   eram vocábulos da crosta de uma escrita que precisava ser dita,Mefistofeles  de Goethe lhe grunia aos ouvidos palavras de pinceladas  do eterno,   rebuscava agora com as mãos aquele corpo da tela  palco  de cinzas e ossos, via o louco em orgasmo quântico rir entre as camadas de tinta sutis  de sua obra inacabada, agora já  serpenteava em volutas com o cadáver do pincel entre escombros,  nao sentia mais a nudez...

 

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Lilian Reinhardt
Enviado por Lilian Reinhardt em 28/06/2026
Alterado em 20/07/2026


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