O cantante molda o silencio com sua alma, molda o que não ve , molda os sons na acústica do verbo, sentou à beira da cama levou as duas maos a segurar o rosto, pedestal sustentando o barro cru ,tinha dores na concha da noite, precisava dar a luz, o poço é fundo, lembrou de Sócrates sentia dor de grão de areia, po de lama, codigo de imensidão, indagava percorria os canteiros das paginas do livro de cada dia e precisava do coraçao e da pena , sabia que a poesia era canto, música na antiga Grécia, as mãos do silencio maceravam seus pântanos, retorciam seus troncos, sua pele d'agua sentia sede, os olhos do silencio devoravam os seus ,sentiu uma febre de morrer em seus braços, acariciou seus cabelos ja grisalhos de ventos, o silencio engoliu seu corpo e sua alma num beijo incandescente de dor onde estava ele agora que moldava com suas mãos de terra, abriu os botões da blusa deixou as mãos do verso acariciar seu corpo desnudo como pão que se molda à respiração do amor, o que a alma estava moldando, o que via o que não via, levantou foi la fora até as estrelas elas poderiam lhe ouvir , sangrava o minuto, o pêndulo atraiçoava o tempo, os deuses ainda vivem para não se morrer ,pensou , o silêncio é letal é mortífero, ele diz eu te amo e tambem escarra, mas desde sempre é contigo, me escutas em noturnos diz, em Chopin em cordas que são atomos, em celulas quanticas que vibram
com Bethoveen, a palavra se ajoelha......