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Sensíveis Cordas!

Textos

O cantante  molda o silencio com sua alma, molda  o que não  ve , molda os sons na acústica do verbo, sentou à beira da cama levou as  duas maos a segurar o rosto, pedestal sustentando o barro cru ,tinha dores   na concha  da noite, precisava  dar a luz, o poço é fundo, lembrou de  Sócrates  sentia dor de  grão  de areia,  po de lama, codigo de imensidão, indagava percorria os canteiros  das paginas do livro de cada dia e  precisava  do coraçao e da pena , sabia que a poesia era canto,  música na antiga Grécia,   as mãos do silencio  maceravam seus pântanos, retorciam seus troncos, sua pele d'agua sentia sede, os olhos do silencio devoravam os seus ,sentiu uma febre de morrer em seus braços, acariciou seus cabelos ja grisalhos de ventos, o silencio engoliu seu corpo e sua alma num beijo incandescente de dor onde estava ele agora  que  moldava com suas mãos de terra,   abriu os botões  da blusa deixou as mãos  do verso  acariciar seu corpo desnudo como pão  que se molda à respiração do amor, o que a alma estava moldando, o que  via o que  não  via, levantou foi la fora até  as estrelas elas poderiam lhe ouvir , sangrava o minuto, o pêndulo  atraiçoava o tempo, os deuses ainda vivem para não  se morrer ,pensou , o silêncio  é letal  é  mortífero, ele  diz  eu te amo e tambem  escarra, mas desde sempre  é contigo, me escutas em noturnos diz, em Chopin em cordas que são atomos, em celulas quanticas que vibram 

com Bethoveen,  a palavra se ajoelha......

Lilian Reinhardt
Enviado por Lilian Reinhardt em 13/05/2026
Alterado em 14/05/2026


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