LilianreinhardtArte.prosaeverso.net

Sensíveis Cordas!

Textos

               

             As vezes passava noites  pincelando   madrugadas e diante da aflição incontida abria a janela da cápsula para contemplar o enigma daquele céu de angústias que sentia   tão grandioso e desafiador na fita de Moebius  que nao cabia dentro dos olhos da carne  quiçá  lhe ajudasse  Horus e assim  riscava um  abissal traço a carvao na ja tao marchetada tela sob a qual se deparava com aquela incoerência inexplicável de se angustiar. diante daquelas estranhas noites de suas    reflexões ,o silencio de repente   abruptamente entrecortado por uma monstrenga maquina   que tentava afundar a rua, um gole de agua que parecia ter gosto de sal ,. a noite também era Pegasus pensava, levava aos lugares mais inextricaveis e o pescoço atolava, e a alma podia se perder fora do corpo. Ah os beijos das ilusões como faziam falta pra cismar a pele do minotauro procurando redenção...pensou.  As noites tambem sao salgadas. Antes lia  poemas de amor sem questionar o subterraneo dos versos, de repente o estampido bruto na carne da alma, quantos seriam verdadeiros e quantos estariam sendo escritos sobre o cadaver de alguem vitima de  algum barbarismo. Neruda rejeitou e abandonou sua unica filha nascida com hidrocefalia e  seus   poemas de amor se diluiram pensou,  se deparou de repente com uma horrenda  realidade sobre  poemas de amor que  podem nascer mortos,  ou sobrevivem como  liras letais , venenosas,  como ideias tambem podem navegar  como as do iluminista Rosseau no seculo XVIII que teve cinco filhos e os abandonou a todos num orfanato... historias de areia como as  do livro  de Borges e outros, a história não perdoa, nao adianta trotar o cavalo do vizinho, poemas de amores roubados  serao sempre filhos  da incoerência entre vida e obra que se entrechocam e sem essencialidade    versos podem   nascer mortos, apenas registros de substancias sem rastros , de ave sem asas ... Sem entrar  em discursos retoricos, epistemicos, não conseguia separar a obra do autor. Quem gesta desova sua interioridade na obra pensava. O cordao umblical elo da vida entre criador e criatura cinzela o que se produz !Tomou mais um copo da agua, as estrelas pareciam conversar no ceu, nem um risco por enquanto anunciando mudança ou transfiguraçao no rosto  da manhã por nascente...respirou fundo, uma tenue brisa ainda soprava-lhe a lágrima deserta...

..

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Lilian Reinhardt
Enviado por Lilian Reinhardt em 08/04/2026
Alterado em 08/04/2026


Comentários

Site do Escritor criado por Recanto das Letras