Um chapéu com asas, um petasus invisivel, como o elmo de hades dependurado no cabideiro do tempo, talvez como aquele onde ele colocava o sobretudo, podia ve-lo vestindo -o para ir ao correio postar os livros que prometera com dedicatoria, vivia um tempo de sussurros, de benquerenças sempre incertas, de faianças no fio da saliva, de salva de aromas, cabelos ainda não tanto crispados de nevoas, com alguns crespos de brumas, armaduras decerradas as vezes, braços acolchoados de chamas da primeira hora quando sentia olores almiscarados , sempre imprevisivel, derrapante e uivante com o tormento de seus pincéis, catador de ventos, degustava poeiras e pouco importava se vomitasse depois, o amor era diluente, ácido, juras se borravam no liquido depois do gole, sabia como oferecer migalha e exigir banquete li esse aforismo em algum lugar que o colheu, vagante no labirinto a descer e a subir os degraus de seu forte ilhado, na ousadia de arrancar da carne do destino o fio de aço do novelo perdido rolando para o nada, pois tudo se dissolvia pela manhã. Era elemental, talvez alquimista de pregos nihilistas... Naquele dia naquela hora o instante na escuridão , ficou cego,. não era estrela, nem pirilampo, nem raio,uma fagulha talvez o que relanceou, fogo fatuo no céu , estava muito distante, vivia na ponta da agulha com Descartes , empirismo dogmatico, a coisa lhe aparecia curiosa, duvidava, existiria sem poder tocar... escutou um som, em defintivo era um pássaro noturno brincando com sua névoa de cansaços no breu da noite. .Chegou exausto, madrugada encubada, tomou um gole de conhaque aconchegou-se, cuspiu uma lágrima furtiva dos ossos, repudiou ,amorteceu a sonolencia , abriu a janela, agora podia ver na escuridao, costumava enxergar melhor no breu, a visão parecia lhe sorrir e o enigma trazia algo na cabeça ,era um delirio tinha certeza, escarrou longe,visões acontecem mas, breve deixam de existir, cada sorvo da bebida da mesmice dos dias anunciava a postergacao de todos os assaltos,o nada a questionar o nada, sufocante , o exilio no inferno de Dante era destino e o barco de Caronte o destino do mundo.. Elas, as paixões eram como goles da bebida dos deuses , sabia sorver de seu sumo, era um santo vendilhao do proprio templo amoroso e suas deusas ele as deixaria embalsamadas com seu nectar após a morte, se o rio de Heraclito não permitia banhar-se duas vezes na mesma agua, seguiria seu curso em infindaveis banhos até o the end mas, o sorriso da visão continuava ali a desafiar as nervuras sem soturas do seu dessossessego. Quando acordou encontrou o chapéu de asas no cabideiro junto ao sobretudo, tomou-o entre as mãos ríspidas e o trouxe a si, , como tu és macio, suave sussurrou-lhe e o levou levemente às narinas, tinha um olor que não conhecia, nunca conseguiu ver o rosto de quem o usara....
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