Estou diante de um turbilhão de pessoas. Máscaras por todos os lados, haja tempo mais infiel e pagão que este dentro de tanta tecnologia e tão primitivo e troglodita, estes comedores de serpentes como diria Borges.Não consigo ouvir minha propria voz, talvez esteja em outro século mas,ouço outra que me vem tão próxima com um leve e suave assobio e entendo que só pode ser voce- Me espionando,pergunto sem ouvir minha própria voz ao que se faz uma sonora pausa e vem e ouço os sinos: - não esqueça daquele pássaro que cantou pra voce nesta época do turbilhão.... - como esquecer,impossivel, ele canta em mim, me ajoelho diante da saudade, e me vejo só dentro de um poema, caindo de espamos em seus labirintos e rodopiando sinto-o me abraçar. É muito forte este memorial de tantas escritas em pergaminhos da lágrima, não precisa se falar de amor para amar, Quintana tem razao. E me debruço no vento do tempo há vinte anos atrás. Como pude no meio daquele turbilhão encontra-lo sem máscara, talvez o único...e na pintura da paisagem ocultando aquele assovio tão visceral ....olho o céu e o procuro entre os pontos de luz nas grandes trevas....talvez o ponto de luz esteja rindo desse turbilhão de mascaras trevosas e conjurando essa realidade fugaz...sucumbo diante da minha viagem insólita / / dos versos mas, o ponto solidão brilha dentro do poema e eu cisco nos olhos lhe respondo...