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Sensíveis Cordas!

Textos

 Estou diante de um turbilhão  de pessoas. Máscaras por todos os lados, haja  tempo mais infiel e pagão  que este dentro de tanta tecnologia e tão  primitivo e troglodita, estes comedores de serpentes como diria Borges.Não  consigo ouvir minha propria voz, talvez esteja em outro século mas,ouço  outra que me vem tão  próxima com um leve e suave assobio e entendo que só pode ser voce- Me espionando,pergunto sem ouvir minha própria  voz ao  que se faz uma sonora pausa e vem e ouço os sinos: - não  esqueça   daquele  pássaro  que cantou pra voce nesta época  do turbilhão.... - como esquecer,impossivel,  ele canta em mim, me ajoelho diante da saudade, e me vejo só  dentro de um poema, caindo de espamos em seus labirintos e rodopiando sinto-o me abraçar.  É  muito forte este memorial de tantas escritas em pergaminhos da lágrima, não  precisa se falar de amor para amar, Quintana tem razao. E me debruço  no vento do tempo há vinte anos atrás. Como pude no meio daquele turbilhão  encontra-lo sem máscara,  talvez o único...e na pintura da paisagem ocultando aquele assovio tão  visceral ....olho o céu  e o procuro entre os pontos de luz nas grandes trevas....talvez o ponto de luz  esteja rindo desse  turbilhão  de mascaras trevosas e conjurando essa realidade fugaz...sucumbo diante da minha  viagem insólita / / dos versos  mas,  o ponto solidão brilha dentro do poema  e eu cisco nos olhos lhe respondo...

 

Lilian Reinhardt
Enviado por Lilian Reinhardt em 10/02/2026
Alterado em 16/02/2026


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