Tudo se revolve e a terra revolvida pela consciencia traz a tona sensações que as linguagens não conseguem traduzir pensou Zocha. Rastejos na areia o mar leva. Quem sabe redesenhar e pintar vazios na Caverna de Platão para aguçar a luz de Prometeu morto pelas drogas da moda de morrer. Sentou numa cadeira e olhou o cabo da vassoura que segurava entre as mãos, com a qual varria a casa - ah fosse um bastao como o de Asclepio estaria curada da ferida de viver -mas, lembrou do " Pensador" de Rodin. Ninguém escapa ao pensamento, tudo é mente em superfície ou profundidade , em angustias ou devaneios, ventos ou caracois, tudo é substância mental e parecem proprios de uma realidade holográfica. Não queria lembrar de tempestades sonambulas nem de operetas vulgares de paixões que tanto alimentam os porões escuros da viagem, .o mundo é guerra e bárbaros também frequentam na modernidade shoopings e academias de não pensar. .Mascaras caem não sobrevivem como os músculos e a beleza de Apolo.
O vento bateu a folha da janela, o cão do vizinho latia insistentemente, olhou o sol iluminando a hera verde e, começou a imaginar e sentir o mundo das infimidades, o mundo respirante do microcosmo, das lagartas aguardando o tempo do voo da libertade contra o rastejo,. das lesmas molengas deixando escritas pelas pedras, das abelhas e seu voo
de vida, do humano sempre errante em suas pegadas, do eremita como era ela.... levantou e foi varrer as folhas secas do seu quintal do mundo para limpar o carreiro para as formigas....pelo tamanho das pegadas se conhece o viajante alguém lhe sussurrou... Zocha continuou varrendo o quintal....