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Sensíveis Cordas!

Textos

        Tudo se revolve e a terra revolvida pela consciencia traz a tona sensações que as linguagens não conseguem traduzir pensou Zocha. Rastejos na areia o mar leva. Quem sabe redesenhar e pintar vazios na Caverna de Platão para aguçar a luz de Prometeu morto pelas drogas da moda de morrer. Sentou numa cadeira e olhou o cabo da  vassoura que segurava entre as mãos, com a qual varria a casa - ah  fosse um bastao como o de Asclepio estaria curada da ferida de viver  -mas, lembrou do " Pensador" de Rodin. Ninguém escapa ao pensamento, tudo é mente em  superfície ou  profundidade , em  angustias    ou devaneios,  ventos ou caracois, tudo é substância mental e parecem proprios de uma  realidade  holográfica. Não queria lembrar de tempestades sonambulas nem de operetas vulgares de paixões que tanto alimentam os porões escuros da viagem,  .o mundo é guerra e bárbaros também frequentam na modernidade shoopings e academias de não pensar. .Mascaras caem não sobrevivem como os músculos e a beleza de Apolo.

O vento bateu a folha da janela, o cão do vizinho latia insistentemente, olhou o sol iluminando a hera verde  e, começou a imaginar e sentir o mundo das infimidades, o mundo respirante do microcosmo, das lagartas aguardando o tempo do voo da libertade contra o rastejo,. das lesmas molengas deixando escritas pelas pedras, das abelhas e seu voo

de vida, do humano sempre errante em suas  pegadas, do eremita  como era ela.... levantou e foi varrer as folhas secas do seu quintal do mundo para limpar o carreiro para as formigas....pelo tamanho das pegadas se conhece o viajante alguém lhe sussurrou... Zocha continuou varrendo o quintal....

Lilian Reinhardt
Enviado por Lilian Reinhardt em 04/11/2025
Alterado em 08/11/2025


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