Entrava em delirio com suas telas. A cada obra pintada ficava ansiosa para ver a nova paisagem, sentir-lhe a alma, ouvir -lhe a respiraçao...e elas diziam coisas ressonantes...elas pinçavam estrelas à imaginaçao...lubricas vozes, estonteantes confissões eternas a ouvidos amantes ...juras indiziveis, ele assim pintava mas, nunca pintava para uma so pessoa, sempre ironizava, sempre desdizia quem assim pensava...fazia sonhar, era sonhado, e assim idealizado por amores narcisicos, ( vide Freud) ...e o dia sempre amanhecia na tela com seus corvos famintos ... mas, ele não era Van Gogh!